quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Estrada cheia de vazio

 
  Estamos sempre idealizando o futuro. Desde a infância!
  Aprendemos que devemos estudar para que no futuro tenhamos um bom emprego, que precisamos de um bom emprego pra ganhar dinheiro e viver com conforto, que devemos viver com conforto pra constituir uma família, e então devemos trabalhar ainda mais para dar qualidade de vida aos filhos. E uma boa educação é claro! Afinal ele precisará de uma boa escola, para no futuro ter um bom emprego, ganhando assim um bom salário e ocupado demais em sua busca por ser “bem sucedido”, talvez ele nunca perceba que a vida era exatamente aquilo que acontecia enquanto ele estava planejando o futuro.
 O homem é mesmo um bicho engraçado! Passa tanto tempo buscando ser algo que ainda não é, que quando assusta a vida passou e ele não foi nada, nem sequer foi ele mesmo!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Nostalgia

  Desculpe-me a demora, eu acabei me atrasando entre o arrumar e desarrumar das minhas malas. Não quero me justificar, mas você sabe que tenho um fascínio pela Lua e por janelas, e acho que me distraí por aí vendo a Lua mudar através das várias janelas que tenho observado. Adoraria lhe contar das janelas, das coisas lindas que eu vi e vivi, das minhas descobertas, mudanças e de como sempre pensei em você.
  Faz tempo eu sei. Sei também que ele corre impiedoso mudando nossas feições e manias, sonhos e crenças.Tenho sentido sua falta, e isso não mudou. Já me acostumei à sua ausência, mas recordo-me com carinho o tempo em que um Ferrero Rocher de manhã cedinho alegrava o restante do dia.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Tudo novo de novo



  Conheço bem este caminho! Sei o nome das ruas, as cores das casas e conheço toda a vizinhança. Já passei por aqui, experimentei dos sabores os que me interessaram e parti em busca de algo mais açucarado.


  Tanto tempo depois, vejo-me de volta ao mesmo caminho tão familiar. Eu só não esperava me deliciar tanto com o velho "doce não tão doce" que me fez partir, que me fez voltar e que me fez finalmente entender que o nosso paladar muda com o tempo.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Carta verde fluorescente

Rio de Janeiro, 09 de abril de 2012

Querida amiga,

Hoje senti sua falta. Soube que você não estava bem, e quis bater na porta da sua casa com um DVD do “Senhor dos Anéis” (é, aquele que já vimos mil vezes), uma massa de bolo “Vilma” pra fazer aquele super bolo meio torto, mas delicioso, e um sorriso. Na verdade ontem também senti sua falta: estava em um daqueles dias que a gente precisa de um abraço amigo e boas risadas, sabe? E anteontem queria você por perto, só pra te contar meus planos bobos para dominar o mundo, e depois ouvir os seus.
Sinto sua falta.
É tanta falta que sobra. Sobra falta de você desde que me dei conta que você não estaria a alguns minutos de distância. E hoje, especialmente hoje, sobram idéias e faltam palavras para tentar te alegrar. Sobra distância.
Queria estar sempre perto, queria estar aí agora e queria comer sem engodar, mas nem sempre o que queremos é possível. Sabe o que é possível? Superar! Superar a distância com uma amizade tão forte, superar um dia ruim lendo um bom livro, superar uma fase difícil, contando com os amigos. Muito do que sei sobre amizade aprendi com você. Você me cativou, e se me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Sabe de uma coisa sobre o sol? Ele aquece e ilumina mesmo a distância. Eu só espero poder “ensolarar” seus dias cinzas, como você tem feito com os meus nesses onze incríveis anos de amizade.


Para minha amiga PhD em abraços,
com todo o carinho do mundo,

Yasmin Silveira

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Irrefutável



Era uma leve brisa, mas num piscar de olhos foi ventania. E o caminhar já não continha chão, e cair era a única certeza. Então ela aprendeu a voar.

domingo, 13 de novembro de 2011

Breves considerações




Detesto mudanças, despedidas e desfechos. Perfumes no chão, gritos e portas que se fecham me intimidam. Pulseiras, anéis, toalhas, carteiras e sapatos me entristecem. Computadores mudam anos em segundos. Telefones e computadores me magoam. A ausência realmente me assusta e o “pôr do sol” me dá calafrios. Madrugadas afora, sentada no chão, me fazem refletir. Breves ligações alteram o rumo das coisas e um “boa noite” silencia todas as palavras que desejei dizer, mas você não desejou ouvir.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Um segredo pra chamar de meu


Das coisas que não escrevo nem digo faço segredos. Penso neles sozinha, distraída, mas nunca os pronuncio em voz alta. É que segredos servem para dar um charme misterioso, um ar de maturidade e sabedoria. Eles alimentam meu lado egoísta: são só meus e não divido. Conflitam com meu lado impulsivo, que por vezes quer revelá-los e envaidecem meu auto-controle, quando resistindo bravamente os mantenho segredos. Por vezes me esqueço, e passo tempos sem lembrar-me que existem. Outras porém, surgem inesperadamente na memória, reviram o estômago e/ou arrancam risadas. É que segredos servem mesmo para serem guardados por anos, até que um dia enfim, percebemos que já são (ou sempre foram) bobos e ninguém quer saber.


Dos meus segredos? Bobos e valiosos, com eles um dia ainda domino o mundo!